sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Salve: é quase 2012

           Mais um ano chega ao fim.Um ano com algumas lágrimas derramadas, mas com muitos sorrisos irradiados.Seria hipocrisia da minha parte relatar tudo o que ocorreu em minha vida (nem teria páginas suficientes para isso).
Quero apenas deixar registrado algumas simples palavras.Aquelas palavras de PERDÃO,por exemplo: pelo esquecimento de alguma data significativa (aniversários, por exemplo), perdão por ter magoado alguém sem intenção, por ter ficado distante do mundo que me cerca (é por um bom objetivo).Peço perdão para aquelas pessoas que, de alguma forma, não consegui demonstrar quem eu realmente sou, já que a azáfama diária encobre nossa face e transforma-nos em seres que,muitas vezes, nem nós mesmos nos  conhecemos.Aquelas palavras de AMOR, que se direcionam a minha família, aos meus amigos, a inúmeras pessoas meramente conhecidas, e "aquelas" em especial.Aquelas palavras de SABEDORIA, que se direcionam aos meus mestres e a todos que me ensinam de alguma forma, seja com palavras, seja com atitudes. Aquelas palavras de APOIO, essas que eu recebi durante o ano todo- quem as mencionou para mim em algum momento fica aqui minha eterna GRATIDÃO, pois elas fizeram-me muito bem-.Enfim, há tantas palavras bonitas que fazem parte da minha vida e que gostaria de dividir com todas as pessoas que as fizeram brotar,regando com esperança e sinceridade,mesmo estando em meio a tantas pedras e espinhos.
                     O termino de 2011 é uma chance de repensarmos :o que podemos mudar? o que podemos fazer para nos tornarmos pessoas melhores?Sim, 2012 é uma chance de amarmos mais, compreendermos mais, perdoarmos mais, ajudarmos mais. É um ano para abrirmos o coração e provarmos para o mundo o porquê estamos aqui.
É hora de limparmos as gavetas da alma, jogarmos fora as tristes recordações e guardarmos somente aqueles “enfeites cor de rosa”, que nos motivam a viver. É preciso tirar o pó do coração e livrar-se do ódio e do rancor, que dificultam  o transporte da alegria.Precisamos passar um pano nas feridas, que ainda amortecem nossos pensamentos; no passado,que impede de vivermos intensamente o presente. Precisamos dar brilho aos sonhos ainda não alcançados, para que possamos almejá-los cada vez mais; dar brilho à família, que é o nosso porto seguro; dar brilho à união, ao amor, à saúde.
                     Esse próximo ano promete muitas alegrias e surpresas,as quais têm fortes ligações com nossas atitudes.Não se deixe levar pelas palavras negativas,  nem por pessoas pessimistas, -muito menos pela idéia do “fim do mundo”-.
 Pra quem acredita naquela ilusória idéia de que em 2012 o mundo irá acabar, são apenas pessoas fracas de conhecimento e de pensamento.Para os sábios Maias esse é apenas um novo ciclo que se inicia (época em que os seus dois calendários coincidem), o que vai exigir muita coragem da humanidade. Haverá desastres naturais (como já ocorre), pessoas queridas irão partir (como já ocorre), terremotos irão danificar extensas áreas (como já ocorre)...e assim..será mais um ano.Vale ressaltar que será mais um ano de encontros e desencontros, de amores correspondidos e não correspondidos, de união, de afeto, de companheirismo.O mundo não irá ser totalmente destruído, e nem todas as pessoas irão morrer ao mesmo tempo.
                   Chega de pensamentos banais e de sonhos pequenos.Vamos dar asas aos nossos objetivos e mergulhar com segurança em nossos ideais..
Vamos reciclar o que nos faz bem e descartar aquilo que nos atrapalha.

Feliz  dois mil e DOZE a todos os meus amigos e a quem não é tão amigo assim!
É hora de apagarmos as diferenças e darmo-nos as mãos para o início desse novo ciclo!
Obrigada a todos que de alguma forma fizeram parte da minha vida em mais um ano e que acreditaram em mim, em especial a minha família.

Um forte abraço! FELIZ ANO NOVO!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011


Faz tanto tempo que não escrevo aqui nesse cantinho,ou melhor,  que perdi o vínculo com o mundo virtual. A vida agitada faz-nos deixar de lado inúmeras coisas que gostamos e, muitas vezes, nem nos damos conta disso.
Retornando a vida calma de cidade pequena, respirando um ar de “pseudoférias”, curtindo a família, tem coisa melhor?Para melhorar, somente se “pessoas” especiais que deixei em Santa Maria estivessem aqui.Incrível como criamos vínculos afetivos com pessoas desconhecidas num piscar de olhos. Uma conversa amiga, uma explicação para resolver aquela terrível conta matemática ,que mistura logaritmos,geometria analítica e uma pitada de polinômios; um conselho, um abraço naquele momento de solidão, uma pizza para desopilar nos momentos de tensão, uma palavra positiva para mostrar que você é capaz de alcançar os seus objetivos. Há tantas coisas que, de imediato, parecem simples, mas nos deixa encantados por quem as pratica.
Com o tempo você aprende a valorizar as coisas mais simples, as pessoas mais amigas, os gestos mais carinhosos, as palavras mais suaves, o perfume mais doce, o abraço mais espontâneo....
 


 

“Após instantes de devaneios, partindo para o meu mundinho!”

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sentimentos...

        Como é difícil falar de sentimento. Esse sentimento que presenciamos diariamente.Algo significante que,simplesmente, deixa-nos fora de si, alegres, tristes, desiludidos, empolgados. Enfim, como pode algo interior afetar tanto em nosso dia-a-dia?
       Muitas vezes, basta um oi para o dia ficar maravilhoso; basta um tchau para virar um “dilúvio”.Tantos sentimentos que nos cercam e nos mudam completamente.
Mas, venho aqui falar de sentimentos bons.Esses que dão sentido para a nossa vida,deixam-nos mais leves, aumentam nossa auto-estima, deixam-nos seguros a respeito de nós mesmos. Esses que sentimos a todo instante, em todas as situações boas, que engrandecem nossa alma.Sentidos quando gostamos de alguma coisa, de algum momento, de algum sonho.Quando descobrimos coisas maravilhosas que nos “dão asas”.
      Como é maravilhoso conhecer pessoas novas e identificar-se com elas.Assim como é maravilhoso manter contato com aqueles velhos amigos que conhecem melhor a sua vida do que você mesmo.
Como é bom sair pela rua, caminhar sem rumo e bem lá no finalzinho encontrar uma pessoa amiga que te dá aquele abraço.Sim, o abraço que você estava precisando para deixar o teu dia mais perfeito.
Como é maravilhoso o carinho e afeto entre as pessoas, entre famílias, entre amigos.
      Devíamos inspirarmo-nos nos poetas do sec XIX.Aqueles seres que viviam e contemplavam seus sentimentos; afirmavam que viver sozinho é sinônimo de desilusão, tristezas, agonias. Afinal, precisamos de pessoas para nos alicerçar.
Como é bom não se sentir presa, sentir o gosto da liberdade, da suavidade dos nossos  dias;de falar com um amigo e não ter malícias, de olhar aquele ser e contemplar sua beleza por horas, de estudar com um objetivo fixo, de sonhar e saber que um dia seus objetivos vão ser alcançados, de poder deliberar a cerca dos valores e princípios que movem o mundo social.
Como é bom sentir-se protegida, amada, respeitada.Como é bom iniciar novos ciclos, conhecer novas pessoas, novas educações, novas ideias. Afinal, o mundo é feito de ideias, precisamos sair da monotonia, misturar todas e curtir a vida.Curtir com responsabilidade, sagacidade e respeito.
Como é bom um vinho naquele terrível dia frio, ou um picolé naquele dia de muito calor;um abraço naquele dia triste e uma gargalhada naquele dia feliz;um beijo no momento de carência;uma luz quando bate a escuridão.

Precisamos abraçar, beijar, correr, pular,beliscar,  VIVER!Já que, Somos movidos por sentimentos.E, quando esses terminam, acaba o sentido de viver...

domingo, 7 de agosto de 2011

Singularidade

      Bateu-me uma exacerbada vontade de escrever.Mas o que escrever?Não sei.
Deu-me vontade de escrever algo sem regras, sem pontuações corretas, sem rigidez, sem  tema- tese- argumento; simplesmente escrever.
Por horas fiquei pensando o quão  é significante fugir das regras e da homogeneidade.Como é bom ser diferente e não ter vergonha do que somos, de como somos.
      Admiro aquelas pessoas que expõem o que pensam, a maneira como vêem o mundo.Admiro aquelas pessoas que possuem um estilo descolado, desregrado, desigual.Aquele corte de cabelo diferente, aquele modelo de roupa com um diferencial, aquela característica que, quando lembrada, sabemos quem é. Admiro quem tem capacidade de viver, viver intensamente , livremente.Admiro quem revela-se, quem não tem vergonha de ser quem é, não tem vergonha dos seus amigos, de sua família, de seu passado, de seu presente, de seu futuro.
Admiro quem ama, quem vive, quem se liberta dos aprisionamentos diários.Admiro quem batalha por um sonho incansavelmente.
     Não suporto quem desiste no primeiro obstáculo, quem pensa pequeno, quem não sonha, quem não vive o presente, quem se importa com a vida do outro, quem julga sem conhecer, quem  mente para ganhar vantagens, pessoas esnobes.
     O mundo não deve ser feito de regras e ditos, cada ser humano precisa ser livre para fazer o que bem entender. A liberdade deve pairar no ar e invadir a alma de todos os cidadãos. Devemos valorizar nossa liberdade de expressão, nossos sentimentos, nossos objetivos, nossas características pessoais.
            Enfim, devemos ser nós mesmos, sem copias e sem invejas.

domingo, 26 de junho de 2011

Preciosidade do tempo


Ufa!Acabou a correria ...(quem convive comigo sabe do que estou falando).Agora é hora de relaxar e curtir um pouquinho a vida.Curtir as melhores pessoas que fazem parte dessa balburdia diária.
Viver como se não houvesse limitação!!!Está na hora de reorganizar-me e reorganizar meu tempo também.
Tempo?O tempo parece um bicho estranho.É engraçado, mas tenho a incrível sensação de que ele muda a todo instante.
Se estou dormindo 1 hora parece 1 segundo, se estou na aula 1 segundo parece 1 hora.
Se estou com quem gosto 2 horas parecem 1 segundo, se estou viajando 1 segundo parece 2 horas...
E assim sucessivamente..!
Será que isso não está ligado com o psicológico humano?Afinal, fazer o que gostamos ou estar com quem gostamos faz-nos exorbitantemente bem.Logo, não queremos nos desfazer desses momentos inefáveis por motivo algum.
Um dia li um livro que falava na arte de administrar o tempo.Essa que, muitas vezes, fazemos de maneira equivocada ou nem ligamos para fazê-la corretamente.
O livro, depois de páginas de descrição, dizia que primeiramente tínhamos que nos conscientizar de quanto é importante o tempo,para depois podermos organizá-lo. Foi aí que parei pra pensar o quanto 1 minuto poderia ser importante na minha vida.
Em 1 minuto eu poderia ter acabado de passar o gabarito para a folha de resposta no vestibular e ter garantido a minha classificação.Em 1 minuto eu poderia ter corrigido a pontuação de 1 parágrafo da redação e ter evitado  aqueles décimos a menos na nota final, em 1 minuto o médico poderia ter descoberto a cura para uma doença rara ou ter indicado o medicamento correto para o seu paciente.Em 1 minuto um jornalista poderia ter descoberto uma “bombástica” notícia que poderia deixá-lo conhecido a nível estadual.Em 1 minuto um político poderia ter convencido a maior parte da população, em um discurso, de que ele é a pessoa mais propícia para tal cargo. Em 1 minuto  eu poderia ter dito o quanto admirava uma pessoa e ter feito-a feliz, em 1 minuto alguém poderia ter feito-me feliz também, em 1 minuto eu poderia ter deixado um recado no Orkut, em 1 minuto eu poderia ter dado boas gargalhadas para,segundo especialistas, prolongar minha vida.Em 1 minuto eu poderia ter dado um beijo, um abraço, ter corrido para encontrar alguém, ter ligado para uma pessoa importante só para dizer o quanto ela é especial para mim, ter comido uma traquinas, um fandangos, ter mergulhado em um copo de coca-cola, ter dançado uma música para espantar a tristeza que morava em mim, ter conseguido resolver aquela maldita conta de matemática que já havia deixado-me horas sem dormir, ter colocado o meu casaco para aquecer-me nesses maravilhosos dias de inverno, ter pego meu "capuccini" na máquina do bar da esquina, ter chamado alguém no MSN só pra dizer; lembrei de você, não ter perdido o ônibus, ter tomado uma decisão importante na minha vida, ter escrito alguns versos de um poema, ter embalado meus pensamentos com a suavidade do dia-a-dia, ter reparado na beleza daquela pessoa que está todo dia ao meu lado, ter chegado a tempo do início do maravilhoso filme no cinema, não ter deixado queimar a comida.Em 1 minuto eu poderia ter colocado meu sapato,meu casaco, passado um lápis no olho e ter saído confiante pela rua, em 1 minuto eu poderia ter convencido-me de quanto eu sou feliz...

...Enfim, 1 minuto em nossa vida pode fazer toda a diferença.
Por isso, precisamos saber administrar nosso tempo!


domingo, 19 de junho de 2011

Algo para nunca mais esquecer...


Era dia 13 de setembro, o ano não me recordo bem.
Aquela bela jovem descia as longas escadarias do salão.Ela usufruía de uma sensibilidade e carisma exarcebado.Encantava a todos com um vestido preto com alguns bordados que brilhavam, assim como um vaga-lume em noite escura; nos pés um delicado sapato que modelava e disfarçava algumas assimetrias genéticas.
As luzes apagaram-se, a música clássica levemente começou a soar nos ouvidos de quem ali estava. Em meio ao salão,encontrava-se um moço muito jovem, moreno, estatura mediana, nada muito chamativo.Mas, possuía um olhar de sagacidade e admiração.
Os holofotes voltaram-se para a moça, e a homenagem iniciou.
Alguém falou em homenagem?sim. mas ainda não sabia o motivo.
Em uma parte do salão estava a mesa farta, alguns enfeites e os garçons servindo bebidas e guloseimas. Lá fora, encontravam –se algumas crianças endoidecidas brincando de “pega-pega”.Totalmente felizes.Aliás, a felicidade invadia aquele meio.
Como é bonito ver as pessoas felizes, cada qual sabendo respeitar as diferenças, normas e preceitos dos outros.Quem me dera viver em um mundo onde pairasse a liberdade de expressão, onde todos se amassem, onde os interesses fossem esquecidos e uma nebulosa onda de prosperidade, lealdade e respeito encobrisse o globo terrestre.
O pai da moça, um cara um pouco sério, já marcado com os sinais da idade irradiava sorrisos A mãe da jovem, que não a largava por nenhum momento, parecia preocupada;mas jamais deixou de espalhar beleza e alegria por onde passava.
Iniciaram-se os discursos.Parecia época de eleição,mas não era.Talvez uma despedida?
De todos os lados surgiam elogios para aquela família, principalmente para a jovem.Em meio a esses discursos, fiquei sabendo que ela era formada em medicina, seu pai era jurídico e sua mãe escrivã. A menina ainda possuía mais 2 irmãos: um engenheiro e o outro veterinário. Ambos casados, um com uma psicóloga e o outro com uma farmacêutica. Tudo parecia normal naquela família.
Acabaram-se os discursos e pronunciamentos. Era a hora da festa.
Apagam-se as poucas luzes que restam, o som muda de ritmo.Começa uma festa mais agitada, bebidas a vontade, luzes brilhando para todos os lados.Parecia que as luzes brilhavam no ritmo da balada.Era um momento mágico, quanta alegria naquele meio.
O moço moreno, de nome desconhecido, retira-se da balburdia, senta em um balanço branco no jardim e começa a viajar nos seus pensamentos:
-Como as pessoas reagem diante de uma noticia terrível?Uns choram e caem no desgosto, outros festejam, embebedam-se, e caem na farra.Que engraçada essa vida.Aliás, como pode uma donzela tão jovem e bonita cair nas garras da enfermidade e ter o seu futuro comprometido?Será esse o destino de todas as pessoas?Será que nunca poderemos ser felizes?
As indagações torturavam e atormentavam aquele pobre rapaz.Até que a moça surge,quase que do além, senta-se na grama e fica o escutando. Quando ele percebe que a bela moça estava atrás, fica perplexo e simplesmente cala-se.
-Continua meu jovem.Adoro ouvir as confusões e pensamentos das pessoas, estou aqui pra lhe ajudar a decifrar as grades dessa vida.Grades que,muitas vezes, acabam com nossos sonhos e afastam-nos de quem mais amamos.
O rapaz  calou-se de vez.
A jovem continuo a falar com sua voz suave que se completava com a relva e a brisa que invadia aquele meio.
-Como você já sabe, faz pouco tempo que descobri a minha doença.De inicio meu pai ficou surpreso, minha mãe desconsolada. Não sabiam como me contar. O tempo foi passando e os sintomas começaram a surgir, eles obrigaram-se a falar o que estava acontecendo. Em 5 dias precisei de doação de sangue, ocorreram campanhas de arrecadações e muitas pessoas generosas, a quem serei grata até a eternidade, colaboraram. Estava em situação precária, parecia que o meu destino tinha chegado.Porém, ainda tinha pensamento positivo de que eu poderia sair dessa.Quer dizer, eu precisava sair dessa.Eu ainda tinha que agradecer a todas as pessoas que de alguma forma me ajudaram e confortaram meus pais no momento em que eu não estava ali para ampará-los.Graças ao conhecimento e esforço dos bons médicos, consegui melhorar e estar aqui hoje, para essa homenagem. Todas as pessoas que estão aqui, de alguma forma, colaboraram para esse momento acontecer.
O rapaz trêmulo e encabulado suava frio,cabisbaixo disse: -Que vergonha, eu não fiz nada disso; não doei sangue, não consolei seus pais.Eu não mereço estar aqui, você poderia ter convidado qualquer outra pessoa, mas não eu. Não sou digno do seu reconhecimento.
A menina com uma suavidade tremenda, eleva a sua mão e faz um gesto para ele calar-se e continua: -Meu caro jovem, você fez muito mais que doar sangue ou confortar meu pais, você confortou o meu coração.Você foi um dos motivos para eu não me entregar para a escuridão pois eu ainda precisava tocar te, falar com você. Não seria justo que eu partisse sem nem aumenos dizer que te admirava . Mas, agora que você já sabe de tudo isso, preciso ir, resta-me pouco tempo de vida.O menino pasmo, surpreso gritou:-Espera, vou com você.
A menina perdeu-se entre a cerração que já encobria o terreno e a porta do salão.
Ao entrar encontrou a sua mãe em desespero.Abraçou-a e pediu para que não chorasse.
-Mamãe, a vida é assim para todos, alguns recebem a peça antes, outros são avisados e outros, nem possuem tempo  para decorar as suas falas que já precisam embarcar na trama. A minha missão está quase cumprida. O tempo que eu estive aqui tentei ser a melhor pessoa possível, amei vocês como jamais conseguiria amar outras pessoas. Conheci pessoas fantásticas.Percebi o quanto um simples gesto  pode representar a vida para alguém, talvez até fazê-la ressurgir das cinzas. Muitas pessoas não sabem aproveitar esse presente tão precioso- esquecem de viver, esquecem de amar, esquecem que vivem em uma sociedade onde todos precisam de respeito e carinho. O individualismo toma conta de muitos cidadãos. Quem me dera abrir o coração de cada pessoa e colocar uma pitadinha de amor dentro dele.Mas mãe, onde eu estiver, vou estar pensando em vocês.Um dia, quem sabe na eternidade, iremos nos encontrar e você irá rir de tudo isso que passou.
Nesse instante chega o seu pai e pede pra ela calar-se.Afinal,nada iria acontecer.Ela já estava melhor e iria viver por muito tempo ainda.
Não pai, a gente nunca sabe a nossa hora, só quero deixar bem claro para as pessoas que mais amo o quanto são importantes pra mim. A você meu velho, serei eternamente grata.Eu sei que você passou necessidades para pagar meus estudos, para me dar uma vida com luxos, e sempre quis o melhor para mim. Por mais que você tenha esse jeito sério, eu sei que você é invadido por sentimentos e embalado pela sensibilidade.Você foi meu exemplo de honestidade, sabedoria e trabalho.Você é o meu herói.
Aos poucos, lentamente, as cortinas foram  fechando-se e a menina embarcando no barco da eternidade.O rapaz  invade a sala em prantos e grita para que ela não se vá.Não adianta, já era tarde.
O menino soluçava e gritava: Por quê? Você nem esperou para mim dizer um até breve.Você se foi sem nem eu revelar que sempre senti atração por você, mas a minha timidez nunca permitiu que eu me aproximasse.
As luzes param de piscar, o som não é mais escutado.
Apenas as velas iluminam aquele salão e o silêncio embala o ritmo da noite.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Que país é esse?

A indignação me consome nesse caótico mundo terrestre,principalmente no que diz respeito a política.
Ao ler a REVISTA VEJA dessa semana, fiquei perplexa e indignada com alguns parasitas esnobes que administram o país. Não venho aqui fazer crítica partidária, ou algum desabafo pessoal.Pelo contrário, por meio de meras palavras quero retratar a desditosa administração que estamos subordinados.Uma administração sem regras, sem autorias, sem ritmo, sem controle e sem objetivos (a não ser pessoais).
Mas como tudo tem um passado, talvez esse seja um dos problemas da atualidade.
Quem não conhece o ex -metalúrgico, grevista e de estereótipo nada agradável? Sim, é ele: Luis Inácio Lula da Silva. O cara populista e batalhador que usufruiu do poder para crescer na vida.O cara que agora resolveu dar palestras pela Europa, na América.Aquele cara que acobertou inúmeras corrupções, trapaças e teve um pensamento egocêntrico.Claro, ele pensou nos mais humildes também, reformulou bolsa família, vale gás, vale isso, vale aquilo. Mas lembramos que para tudo há um intuito, no caso, a maioria desse dinheiro volta para os cofres públicos em forma de impostos e outras coisas mais que o governo insiste em cobrar.
Mas,tentamos apagar com uma borracha todos esses rabiscos desordenados. Caímos em uma infeliz realidade.
Vagando para pontos mais críticos:Quem não ouviu ou leu alguma notícia do confiável Palocci?Esse mesmo, o amigo fiel do ex presidente.Ele que armou contra o povo, roubou o que pode e cresceu na vida.É uma cúpula enganadora que se cria, que indigna e faz-nos,cada vez mais, respirarmos o ar de um país contaminado por ganância e enganos.
Conclamo a vocês que votaram para essa cúpula, a indagarem- se se era essa a proposta do presidente durante a campanha?promessas e mais promessas.....somente promessas!
A educação está em crise, a saúde está precária e alguns administradores desviando dinheiro.E o detalhe:esses são os mais populares, os que possuem mais apoio dos cidadãos.Claro, são esses que possuem duas caras, aparências falsas.
Para quem acha que estou exagerando aqui (talvez até posso estar, mas a indignação é infindável)fique bem ligado com as reportagens.Uma delas, feita por Lauro Jardim a revista Veja, retrata a fiel amizade entre o presidente Lula e o Palocci, amizade tão fiel que o primeiro telefonema recebido por Palocci depois da decisão da Procuradoria Geral da república de não investigá-lo foi feito por Lula, que insistiu para ele não sair da Casa Civil. “Lula com seu pragmatismo que habitualmente manda a ética às favas, menciona:”Já mantivemos no cargo companheiros culpados,agora que você tem uma carta de inocência nas mãos  por que teria que sair?””
Claro companheiro Lula, pra você roubar dinheiro da população não tem importância alguma, não é?Afinal,foram os seus companheiros que colocaram dinheiro na cueca, na meia.Aliás, será que não engoliram também?A ganância é tanta nesse meio que não duvido de mais nada.
Mas enfim, o Lula já passou.
Será que já passou?Há ares de que ele opina tudo no novo governo.Será que é por isso que a presidenta anda tão calada ultimamente?Ou será que é por ela estar indignada com o seu próprio país?Não sabemos, mas tem que haver uma explicação para ela não aparecer em público, não receber visitas e não dar entrevistas.Ou talvez, sua intelectualidade é tão minúscula que ela se vê,na obrigação, de calar-se, já que o seu governo está passando por emaranhados de contradições e problemas.
Que país é esse?

Respire fundo leitor, não criticarei mais.Quer dizer, vou calar-me para não partir para ofensas ou falar algo que não devo.

Quem está lendo esse blog pode ter achado-me extremista,radical, fascista, seja o que for.Mas não é verdade.Sou apenas realista e devido a comentários desditosos feito por alguns seres que acham-se superiores, senti-me mais que na obrigação de expor 0,01% da realidade brasileira.Afinal, julgar é fácil, mas quando o peso recai sobre a gente a música toca com outro ritmo!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Era, mais precisamente, 17 horas.Hora de arrumar as malas, encaixotar a comida, e pé na estrada.Hora de voltar pra rotina, cair na monotonia, deixar amigos, família, cidade, tudo o que me faz bem. Estava na hora de eu colocar a responsabilidade na bolsa, fechar com um cadeado e carregá-la comigo. Estava na hora de segurar a lágrima, de pensar no futuro. Estava na hora de abraçar quem me acompanhava ,dizer:até breve. Até breve pois aquele sentimento para retornar a cidade era maior que qualquer outro já sentido.
 Mas,enfim, peguei a bagagem e tomei meu destino.
Entrei no ônibus, escolhi um bom lugar.Acomodei-me, e comecei a viajar nos pensamentos. Chovia torrencialmente. Aquelas gotas de água corriam pelo vidro em ritmo constante. Aproveitei o ritmo para embalar minhas imaginações. Peguei uma folha meia amarelada e comecei a rabiscar.Não sabia o que escrever. Aquele sentimento estranho consumia-me e martirizava-me.Afinal, odeio despedidas.Foi quando, de repente, uma pessoa desperta-me dos pensamentos e pergunta-me se aquele  lugar ao meu lado estava vago.Com um simples balançar de cabeça, afirmei que sim. Continuei a rabiscar aquela folha, a qual nem sei certo a precedência. Aos poucos foi surgindo uma interação entre nós, um diálogo duradouro. Parecia que conhecia aquele passageiro desde muito tempo. Guardei a folha e continuei a conversar, já que é com poucas pessoas que consigo interagir com liberdade e sentir-me a vontade.O assunto nunca acabava.Parecia ser uma amizade de muitos anos.Mas, pelo contrário, mal conhecia aquele ser, e ainda, julgava-o extremamente antipático.
Como podemos julgar as pessoas pela aparência?Lamentavelmente, é o que ocorre nos dias de hoje. Nunca conversamos com tal pessoa mas já a achamos chata. Ou ainda, subestimamos sua competência, sua inteligência, sua simpatia. Que mundo mais bizarro.
Voltei a lembrança para aquele ônibus. Não simpatizo muito com esse meio de locomoção, mas, para um simples estudante é o que resta.Olhei para atrás havia alguém comendo “traquinas”, ao lado alguém saboreando um “fandangos”, e a frente alguém, praticamente, mergulhando em uma latinha de “coca”.Quantas coisas estranhas acontecem em um ônibus, nunca tinha reparado. Aliás, a correria diária, as vezes, faz-nos aprofundarmos em um mundo essencialmente individualista.Um mundo onde não olhamos, nem mesmo, para quem está ao nosso lado.Embora, acredito que o egocentrismo  aumenta  a auto-estima própria, a vontade de viver, a confiança individual.Acredito, acima de tudo, que as vezes é necessário deixá-lo de lado e integrarmo-nos nessa endoidecida sociedade contemporânea.
 Aquela conversa não era das mais produtivas, mas fazia os ponteiros do relógio ganharem um ritmo mais acelerado.Cativei mais uma pessoa para o meu círculo de amizades.
Aliás, amizade é um sentimento que está em extinção no mundo atual. Refiro-me a amizades verdadeiras. Aquela amizade que serve como alicerce para superar nossos obstáculos, para compartilhar alegrias, tristezas, superações.
Há muitas pessoas que mascaram esse sentimento.Há tanta falsidade no mundo,há tantas ideologias, tanto interesse.Há tanta competição, concorrência, umas pessoas querem ser melhores que as outras.Está escasso o sentimento verdadeiro, de afeto, carinho e confiança.Há tantas amizades descartáveis,flexíveis e  pouco resistentes.Há tantas trapaças, desgostos, desconsolos.Há tanta falta de diálogo, de preocupação.Há outra acepção para o termo amizade que vai ,praticamente, contra os preceitos da camaradagem,do apreço,do coleguismo.Claro, não é cabível generalizar a escassez de legitimas amizades, porque sempre há aquelas exceções. Ressalto aqui os meus amigos verdadeiros, que levarei para sempre aprisionados em minha memória e em meu coração.Não há tempo, nem distância que consiga denegrir um sentimento real.

Por instantes acreditei que o motorista havia esquecido de regular a temperatura do ar. Fazia um frio tremendo. Cruzei meus braços, e consumi-me pela timidez. O assunto agora era a temperatura ambiente.Não quis falar, mas comecei a imaginar quantos graus poderiam estar naquele local, Não importa.Importa que  estava muito frio.Por instantes escutei alguns “coff, coff”. Realmente estava frio.
Estávamos quase chegando no destino, quando dei-me conta de perguntar o nome daquele passageiro. Mas, pensando bem, pouco importa o nome de uma pessoa, de onde veio, a sua idade. O que importa é a simpatia,a persuasão, o respeito.
O ônibus parou,despedi-me daquele novo amigo.
Peguei a bolsa, minha bagagem.Fiz sinal para o táxi.
Respirei fundo e um ar de tranqüilidade invadiu-me.Estava tão bem comigo mesma.
E o amigo?Ficou na lembrança,com nome, idade,e origem desconhecidos.Mas, idealizado como um ser humano raro pela minha imaginação.

sábado, 28 de maio de 2011

Vento Norte esplendoroso, temperatura agradável, uma felicidade incontestável.Tudo para ser um dia sem reclamações. Entrei no elevador e deparei-me com duas senhoras dialogando.Fiquei atenta, parecia  que estavam criticando alguém. Apresentei um contentamento e poucas palavras pronunciei, no caso,um básico Oi. Continuei viajando e pensando o quanto poderia ser interessante o  dia de hoje.
Uma voz começou  ranger em meus ouvidos.Era uma reclamação incessante.
A senhora, a qual aparentava ser dócil e amável,criticava o posto médico da cidade por não ter dado-lhe auxílio financeiro.As  palavras de baixo calão que ela pronunciava eram tão fortes que explodiam como uma bomba na minha cabeça.
Como pode existir tanto ódio e rancor no coração das pessoas?
Resolvi interagir na conversa. Foi então que, a velha senhora contou-me o quanto dependia daquele setor e das várias vezes que foi até lá. Eu simplesmente perguntei se  os responsáveis por aquela entidade nunca haviam lhe ajudado no tratamento.Ela olhou-me desconfiada.Por alguns momentos acreditei que a mulher não gostou da minha pergunta, ou da minha expressão. Afinal, meus olhos revelavam o que eu sentia, pensava,imaginava.Olhei para o lado, a mulher estava com uma cara interrogativa, dessas que não sabe o que responder.Mas estufou o peito e disse:Na verdade me ajudaram com todo o tratamento, essa foi a primeira vez que não puderam ajudar.Sua voz começou a soar com ironia, continuo:disseram-me que a verba para esse mês ainda não havia sido liberada, mas eu sei que foi só uma desculpa.
Segurei-me para não falar o que pensava.Fiquei indignada, somente respondi: eles devem ter algum motivo pra ter agido assim.Despedi-me e sai do elevador.
Entrei em estado de delírio. Meu censo crítico tomou conta de mim e fez-me viajar pelos pensamentos.Cheguei a conclusão de que você nunca conseguirá agradar 100% uma pessoa. Você pode fazer 10 “coisas” positivas, mas se fizer 1 negativa já vai ser motivo de revolta.Muitas pessoas não têm sentimento, não têm consciência, não têm consideração.
Seria muito melhor se todos tivessem consideração uns pelos outros, se o respeito fizesse parte da azáfama diária, e se a compreensão morasse no coração dos cidadãos.
Deve ser por isso que existem amores mal resolvidos,sonhos interrompidos, pessoas relativamente fracas.Ninguém se entende nesse gigantesco mundo.
Os sentimentos mudaram. Hoje, existem mais interesse do que sentimento.
Os caras mais “badalados” são aqueles com os melhores carros, com a melhor situação econômica, com boa aparência física, que encanta já de primeira vista.Não é mais valorizado o respeito, a conversa, a interação.
Tudo mudou.Nem a política continua a mesma. Atualmente, para ser julgada como a
melhor administração de um país,é preciso ser populista, esbanjar dinheiro e programas sociais para as cidades mais pobres. Não é mais aquela onde era honrado o respeito e a preocupação de todo o país. Mensalão?Totalmente ignoradoAfinal, o caráter dos políticos não importa mais. Se eles criam bolsa disso, bolsa daquilo, tudo é felicidade. Ou melhor, tudo é promiscuidade.Parece que os cidadãos vedaram os olhos com uma máscara de capitalismo e individualismo, só enxergam números, contas, poder aquisitivo.

Depois de ter feito toda essa viagem pelos meus pensamentos, voltei na real.
Continuei a caminhar sem rumo e lembrei : era dia de Vento Norte.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Por muito tempo fiquei desativada e desligada do mundo virtual.
Não sei o porquê voltei, nem o que vou escrever aqui.Talvez foi por um simples impulso por estar indignada com o mundo, ou por vontade de colocar a constituição brasileira em prática no que diz respeito a liberdade de expressão, ou ainda para tentar preencher os poucos momentos que tenho vago em minha vida.
Adoro o imprevisível  e as indagações sem respostas.Não planejo minhas escritas,nem meus atos,nem paixões.Tenho objetivos fixos e sonhos para serem realizados.Então, não será novidade se eu ficar tempos sem aparecer por essas  afáveis páginas públicas.
Atualmente, estou envolvida por uma suave e agradável brisa mundana.Fazia tempo que não me sentia tão segura e confiante comigo mesma.Vivo cercada por pessoas especiais,que fazem meus dias mais felizes.O que sinto é algo inefável.
Não vou iniciar as postagens criticando e apresentando minhas indignações e reclamações como gostaria.Então, resta continuar com essas melancólicas palavras.
Gosto de ser eu mesma, de defender minha opinião e, por incrível que pareça, de ser contrariada.Afinal, é a contrariedade que testa nossa paciência, nossa oralidade e,até nosso conhecimento.Não me apresente respostas curtas.Quando tentar contradizer-me, convença-me!Não tente impressionar-me com palavras, prefiro atitudes. Embora,admiro quem domina essa fantástica mistura de letras e sabe organizar de maneira convincente a sua fala.
Sou encantada por pessoas com personalidades, estilo próprio, que sabem o que querem.Pessoas que pensam grande, sonham, realizam, batalham. Pessoas persistentes, que não desistem no primeiro obstáculo.Não simpatizo com gente passiva, sem idéia formada.
Vivo o hoje, mas sempre pensando no amanhã.Passado?Não sei o que é isso. O que passou, passou.Faço dele apenas um alicerce para alcançar o ápice do sucesso.Não gosto de lamentações e nem de arrependimentos.Não gosto de quem se julga inferior.Gosto de VIVER  da minha maneira, do meu jeitinho.
Aceito idéias e opiniões.Gosto do mais simples,do mais significante.Gosto de sentimento e respeito.
Estou longe de ser uma Lya Luft, Luis Fernando Veríssimo ou qualquer outro amante da linguagem.Mas guardo em minha bagagem diária a nítida percepção do quanto a leitura e a escrita são importantes para aumentar a intelectualidade de uma pessoa em meio as balburdias do dia-a-dia.

Chega de falar de mim.Essas palavras já estão dando-me sono e caindo na monotonia.

Na próxima postagem espero  estar inspirada com um outro tipo de diálogo.Talvez,hoje,os culpados por eu escrever nesse ritmo foram: Catedral, Legião Urbana, Renato Russo ?
Indagações fazem parte da minha vida.