domingo, 26 de junho de 2011

Preciosidade do tempo


Ufa!Acabou a correria ...(quem convive comigo sabe do que estou falando).Agora é hora de relaxar e curtir um pouquinho a vida.Curtir as melhores pessoas que fazem parte dessa balburdia diária.
Viver como se não houvesse limitação!!!Está na hora de reorganizar-me e reorganizar meu tempo também.
Tempo?O tempo parece um bicho estranho.É engraçado, mas tenho a incrível sensação de que ele muda a todo instante.
Se estou dormindo 1 hora parece 1 segundo, se estou na aula 1 segundo parece 1 hora.
Se estou com quem gosto 2 horas parecem 1 segundo, se estou viajando 1 segundo parece 2 horas...
E assim sucessivamente..!
Será que isso não está ligado com o psicológico humano?Afinal, fazer o que gostamos ou estar com quem gostamos faz-nos exorbitantemente bem.Logo, não queremos nos desfazer desses momentos inefáveis por motivo algum.
Um dia li um livro que falava na arte de administrar o tempo.Essa que, muitas vezes, fazemos de maneira equivocada ou nem ligamos para fazê-la corretamente.
O livro, depois de páginas de descrição, dizia que primeiramente tínhamos que nos conscientizar de quanto é importante o tempo,para depois podermos organizá-lo. Foi aí que parei pra pensar o quanto 1 minuto poderia ser importante na minha vida.
Em 1 minuto eu poderia ter acabado de passar o gabarito para a folha de resposta no vestibular e ter garantido a minha classificação.Em 1 minuto eu poderia ter corrigido a pontuação de 1 parágrafo da redação e ter evitado  aqueles décimos a menos na nota final, em 1 minuto o médico poderia ter descoberto a cura para uma doença rara ou ter indicado o medicamento correto para o seu paciente.Em 1 minuto um jornalista poderia ter descoberto uma “bombástica” notícia que poderia deixá-lo conhecido a nível estadual.Em 1 minuto um político poderia ter convencido a maior parte da população, em um discurso, de que ele é a pessoa mais propícia para tal cargo. Em 1 minuto  eu poderia ter dito o quanto admirava uma pessoa e ter feito-a feliz, em 1 minuto alguém poderia ter feito-me feliz também, em 1 minuto eu poderia ter deixado um recado no Orkut, em 1 minuto eu poderia ter dado boas gargalhadas para,segundo especialistas, prolongar minha vida.Em 1 minuto eu poderia ter dado um beijo, um abraço, ter corrido para encontrar alguém, ter ligado para uma pessoa importante só para dizer o quanto ela é especial para mim, ter comido uma traquinas, um fandangos, ter mergulhado em um copo de coca-cola, ter dançado uma música para espantar a tristeza que morava em mim, ter conseguido resolver aquela maldita conta de matemática que já havia deixado-me horas sem dormir, ter colocado o meu casaco para aquecer-me nesses maravilhosos dias de inverno, ter pego meu "capuccini" na máquina do bar da esquina, ter chamado alguém no MSN só pra dizer; lembrei de você, não ter perdido o ônibus, ter tomado uma decisão importante na minha vida, ter escrito alguns versos de um poema, ter embalado meus pensamentos com a suavidade do dia-a-dia, ter reparado na beleza daquela pessoa que está todo dia ao meu lado, ter chegado a tempo do início do maravilhoso filme no cinema, não ter deixado queimar a comida.Em 1 minuto eu poderia ter colocado meu sapato,meu casaco, passado um lápis no olho e ter saído confiante pela rua, em 1 minuto eu poderia ter convencido-me de quanto eu sou feliz...

...Enfim, 1 minuto em nossa vida pode fazer toda a diferença.
Por isso, precisamos saber administrar nosso tempo!


domingo, 19 de junho de 2011

Algo para nunca mais esquecer...


Era dia 13 de setembro, o ano não me recordo bem.
Aquela bela jovem descia as longas escadarias do salão.Ela usufruía de uma sensibilidade e carisma exarcebado.Encantava a todos com um vestido preto com alguns bordados que brilhavam, assim como um vaga-lume em noite escura; nos pés um delicado sapato que modelava e disfarçava algumas assimetrias genéticas.
As luzes apagaram-se, a música clássica levemente começou a soar nos ouvidos de quem ali estava. Em meio ao salão,encontrava-se um moço muito jovem, moreno, estatura mediana, nada muito chamativo.Mas, possuía um olhar de sagacidade e admiração.
Os holofotes voltaram-se para a moça, e a homenagem iniciou.
Alguém falou em homenagem?sim. mas ainda não sabia o motivo.
Em uma parte do salão estava a mesa farta, alguns enfeites e os garçons servindo bebidas e guloseimas. Lá fora, encontravam –se algumas crianças endoidecidas brincando de “pega-pega”.Totalmente felizes.Aliás, a felicidade invadia aquele meio.
Como é bonito ver as pessoas felizes, cada qual sabendo respeitar as diferenças, normas e preceitos dos outros.Quem me dera viver em um mundo onde pairasse a liberdade de expressão, onde todos se amassem, onde os interesses fossem esquecidos e uma nebulosa onda de prosperidade, lealdade e respeito encobrisse o globo terrestre.
O pai da moça, um cara um pouco sério, já marcado com os sinais da idade irradiava sorrisos A mãe da jovem, que não a largava por nenhum momento, parecia preocupada;mas jamais deixou de espalhar beleza e alegria por onde passava.
Iniciaram-se os discursos.Parecia época de eleição,mas não era.Talvez uma despedida?
De todos os lados surgiam elogios para aquela família, principalmente para a jovem.Em meio a esses discursos, fiquei sabendo que ela era formada em medicina, seu pai era jurídico e sua mãe escrivã. A menina ainda possuía mais 2 irmãos: um engenheiro e o outro veterinário. Ambos casados, um com uma psicóloga e o outro com uma farmacêutica. Tudo parecia normal naquela família.
Acabaram-se os discursos e pronunciamentos. Era a hora da festa.
Apagam-se as poucas luzes que restam, o som muda de ritmo.Começa uma festa mais agitada, bebidas a vontade, luzes brilhando para todos os lados.Parecia que as luzes brilhavam no ritmo da balada.Era um momento mágico, quanta alegria naquele meio.
O moço moreno, de nome desconhecido, retira-se da balburdia, senta em um balanço branco no jardim e começa a viajar nos seus pensamentos:
-Como as pessoas reagem diante de uma noticia terrível?Uns choram e caem no desgosto, outros festejam, embebedam-se, e caem na farra.Que engraçada essa vida.Aliás, como pode uma donzela tão jovem e bonita cair nas garras da enfermidade e ter o seu futuro comprometido?Será esse o destino de todas as pessoas?Será que nunca poderemos ser felizes?
As indagações torturavam e atormentavam aquele pobre rapaz.Até que a moça surge,quase que do além, senta-se na grama e fica o escutando. Quando ele percebe que a bela moça estava atrás, fica perplexo e simplesmente cala-se.
-Continua meu jovem.Adoro ouvir as confusões e pensamentos das pessoas, estou aqui pra lhe ajudar a decifrar as grades dessa vida.Grades que,muitas vezes, acabam com nossos sonhos e afastam-nos de quem mais amamos.
O rapaz  calou-se de vez.
A jovem continuo a falar com sua voz suave que se completava com a relva e a brisa que invadia aquele meio.
-Como você já sabe, faz pouco tempo que descobri a minha doença.De inicio meu pai ficou surpreso, minha mãe desconsolada. Não sabiam como me contar. O tempo foi passando e os sintomas começaram a surgir, eles obrigaram-se a falar o que estava acontecendo. Em 5 dias precisei de doação de sangue, ocorreram campanhas de arrecadações e muitas pessoas generosas, a quem serei grata até a eternidade, colaboraram. Estava em situação precária, parecia que o meu destino tinha chegado.Porém, ainda tinha pensamento positivo de que eu poderia sair dessa.Quer dizer, eu precisava sair dessa.Eu ainda tinha que agradecer a todas as pessoas que de alguma forma me ajudaram e confortaram meus pais no momento em que eu não estava ali para ampará-los.Graças ao conhecimento e esforço dos bons médicos, consegui melhorar e estar aqui hoje, para essa homenagem. Todas as pessoas que estão aqui, de alguma forma, colaboraram para esse momento acontecer.
O rapaz trêmulo e encabulado suava frio,cabisbaixo disse: -Que vergonha, eu não fiz nada disso; não doei sangue, não consolei seus pais.Eu não mereço estar aqui, você poderia ter convidado qualquer outra pessoa, mas não eu. Não sou digno do seu reconhecimento.
A menina com uma suavidade tremenda, eleva a sua mão e faz um gesto para ele calar-se e continua: -Meu caro jovem, você fez muito mais que doar sangue ou confortar meu pais, você confortou o meu coração.Você foi um dos motivos para eu não me entregar para a escuridão pois eu ainda precisava tocar te, falar com você. Não seria justo que eu partisse sem nem aumenos dizer que te admirava . Mas, agora que você já sabe de tudo isso, preciso ir, resta-me pouco tempo de vida.O menino pasmo, surpreso gritou:-Espera, vou com você.
A menina perdeu-se entre a cerração que já encobria o terreno e a porta do salão.
Ao entrar encontrou a sua mãe em desespero.Abraçou-a e pediu para que não chorasse.
-Mamãe, a vida é assim para todos, alguns recebem a peça antes, outros são avisados e outros, nem possuem tempo  para decorar as suas falas que já precisam embarcar na trama. A minha missão está quase cumprida. O tempo que eu estive aqui tentei ser a melhor pessoa possível, amei vocês como jamais conseguiria amar outras pessoas. Conheci pessoas fantásticas.Percebi o quanto um simples gesto  pode representar a vida para alguém, talvez até fazê-la ressurgir das cinzas. Muitas pessoas não sabem aproveitar esse presente tão precioso- esquecem de viver, esquecem de amar, esquecem que vivem em uma sociedade onde todos precisam de respeito e carinho. O individualismo toma conta de muitos cidadãos. Quem me dera abrir o coração de cada pessoa e colocar uma pitadinha de amor dentro dele.Mas mãe, onde eu estiver, vou estar pensando em vocês.Um dia, quem sabe na eternidade, iremos nos encontrar e você irá rir de tudo isso que passou.
Nesse instante chega o seu pai e pede pra ela calar-se.Afinal,nada iria acontecer.Ela já estava melhor e iria viver por muito tempo ainda.
Não pai, a gente nunca sabe a nossa hora, só quero deixar bem claro para as pessoas que mais amo o quanto são importantes pra mim. A você meu velho, serei eternamente grata.Eu sei que você passou necessidades para pagar meus estudos, para me dar uma vida com luxos, e sempre quis o melhor para mim. Por mais que você tenha esse jeito sério, eu sei que você é invadido por sentimentos e embalado pela sensibilidade.Você foi meu exemplo de honestidade, sabedoria e trabalho.Você é o meu herói.
Aos poucos, lentamente, as cortinas foram  fechando-se e a menina embarcando no barco da eternidade.O rapaz  invade a sala em prantos e grita para que ela não se vá.Não adianta, já era tarde.
O menino soluçava e gritava: Por quê? Você nem esperou para mim dizer um até breve.Você se foi sem nem eu revelar que sempre senti atração por você, mas a minha timidez nunca permitiu que eu me aproximasse.
As luzes param de piscar, o som não é mais escutado.
Apenas as velas iluminam aquele salão e o silêncio embala o ritmo da noite.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Que país é esse?

A indignação me consome nesse caótico mundo terrestre,principalmente no que diz respeito a política.
Ao ler a REVISTA VEJA dessa semana, fiquei perplexa e indignada com alguns parasitas esnobes que administram o país. Não venho aqui fazer crítica partidária, ou algum desabafo pessoal.Pelo contrário, por meio de meras palavras quero retratar a desditosa administração que estamos subordinados.Uma administração sem regras, sem autorias, sem ritmo, sem controle e sem objetivos (a não ser pessoais).
Mas como tudo tem um passado, talvez esse seja um dos problemas da atualidade.
Quem não conhece o ex -metalúrgico, grevista e de estereótipo nada agradável? Sim, é ele: Luis Inácio Lula da Silva. O cara populista e batalhador que usufruiu do poder para crescer na vida.O cara que agora resolveu dar palestras pela Europa, na América.Aquele cara que acobertou inúmeras corrupções, trapaças e teve um pensamento egocêntrico.Claro, ele pensou nos mais humildes também, reformulou bolsa família, vale gás, vale isso, vale aquilo. Mas lembramos que para tudo há um intuito, no caso, a maioria desse dinheiro volta para os cofres públicos em forma de impostos e outras coisas mais que o governo insiste em cobrar.
Mas,tentamos apagar com uma borracha todos esses rabiscos desordenados. Caímos em uma infeliz realidade.
Vagando para pontos mais críticos:Quem não ouviu ou leu alguma notícia do confiável Palocci?Esse mesmo, o amigo fiel do ex presidente.Ele que armou contra o povo, roubou o que pode e cresceu na vida.É uma cúpula enganadora que se cria, que indigna e faz-nos,cada vez mais, respirarmos o ar de um país contaminado por ganância e enganos.
Conclamo a vocês que votaram para essa cúpula, a indagarem- se se era essa a proposta do presidente durante a campanha?promessas e mais promessas.....somente promessas!
A educação está em crise, a saúde está precária e alguns administradores desviando dinheiro.E o detalhe:esses são os mais populares, os que possuem mais apoio dos cidadãos.Claro, são esses que possuem duas caras, aparências falsas.
Para quem acha que estou exagerando aqui (talvez até posso estar, mas a indignação é infindável)fique bem ligado com as reportagens.Uma delas, feita por Lauro Jardim a revista Veja, retrata a fiel amizade entre o presidente Lula e o Palocci, amizade tão fiel que o primeiro telefonema recebido por Palocci depois da decisão da Procuradoria Geral da república de não investigá-lo foi feito por Lula, que insistiu para ele não sair da Casa Civil. “Lula com seu pragmatismo que habitualmente manda a ética às favas, menciona:”Já mantivemos no cargo companheiros culpados,agora que você tem uma carta de inocência nas mãos  por que teria que sair?””
Claro companheiro Lula, pra você roubar dinheiro da população não tem importância alguma, não é?Afinal,foram os seus companheiros que colocaram dinheiro na cueca, na meia.Aliás, será que não engoliram também?A ganância é tanta nesse meio que não duvido de mais nada.
Mas enfim, o Lula já passou.
Será que já passou?Há ares de que ele opina tudo no novo governo.Será que é por isso que a presidenta anda tão calada ultimamente?Ou será que é por ela estar indignada com o seu próprio país?Não sabemos, mas tem que haver uma explicação para ela não aparecer em público, não receber visitas e não dar entrevistas.Ou talvez, sua intelectualidade é tão minúscula que ela se vê,na obrigação, de calar-se, já que o seu governo está passando por emaranhados de contradições e problemas.
Que país é esse?

Respire fundo leitor, não criticarei mais.Quer dizer, vou calar-me para não partir para ofensas ou falar algo que não devo.

Quem está lendo esse blog pode ter achado-me extremista,radical, fascista, seja o que for.Mas não é verdade.Sou apenas realista e devido a comentários desditosos feito por alguns seres que acham-se superiores, senti-me mais que na obrigação de expor 0,01% da realidade brasileira.Afinal, julgar é fácil, mas quando o peso recai sobre a gente a música toca com outro ritmo!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Era, mais precisamente, 17 horas.Hora de arrumar as malas, encaixotar a comida, e pé na estrada.Hora de voltar pra rotina, cair na monotonia, deixar amigos, família, cidade, tudo o que me faz bem. Estava na hora de eu colocar a responsabilidade na bolsa, fechar com um cadeado e carregá-la comigo. Estava na hora de segurar a lágrima, de pensar no futuro. Estava na hora de abraçar quem me acompanhava ,dizer:até breve. Até breve pois aquele sentimento para retornar a cidade era maior que qualquer outro já sentido.
 Mas,enfim, peguei a bagagem e tomei meu destino.
Entrei no ônibus, escolhi um bom lugar.Acomodei-me, e comecei a viajar nos pensamentos. Chovia torrencialmente. Aquelas gotas de água corriam pelo vidro em ritmo constante. Aproveitei o ritmo para embalar minhas imaginações. Peguei uma folha meia amarelada e comecei a rabiscar.Não sabia o que escrever. Aquele sentimento estranho consumia-me e martirizava-me.Afinal, odeio despedidas.Foi quando, de repente, uma pessoa desperta-me dos pensamentos e pergunta-me se aquele  lugar ao meu lado estava vago.Com um simples balançar de cabeça, afirmei que sim. Continuei a rabiscar aquela folha, a qual nem sei certo a precedência. Aos poucos foi surgindo uma interação entre nós, um diálogo duradouro. Parecia que conhecia aquele passageiro desde muito tempo. Guardei a folha e continuei a conversar, já que é com poucas pessoas que consigo interagir com liberdade e sentir-me a vontade.O assunto nunca acabava.Parecia ser uma amizade de muitos anos.Mas, pelo contrário, mal conhecia aquele ser, e ainda, julgava-o extremamente antipático.
Como podemos julgar as pessoas pela aparência?Lamentavelmente, é o que ocorre nos dias de hoje. Nunca conversamos com tal pessoa mas já a achamos chata. Ou ainda, subestimamos sua competência, sua inteligência, sua simpatia. Que mundo mais bizarro.
Voltei a lembrança para aquele ônibus. Não simpatizo muito com esse meio de locomoção, mas, para um simples estudante é o que resta.Olhei para atrás havia alguém comendo “traquinas”, ao lado alguém saboreando um “fandangos”, e a frente alguém, praticamente, mergulhando em uma latinha de “coca”.Quantas coisas estranhas acontecem em um ônibus, nunca tinha reparado. Aliás, a correria diária, as vezes, faz-nos aprofundarmos em um mundo essencialmente individualista.Um mundo onde não olhamos, nem mesmo, para quem está ao nosso lado.Embora, acredito que o egocentrismo  aumenta  a auto-estima própria, a vontade de viver, a confiança individual.Acredito, acima de tudo, que as vezes é necessário deixá-lo de lado e integrarmo-nos nessa endoidecida sociedade contemporânea.
 Aquela conversa não era das mais produtivas, mas fazia os ponteiros do relógio ganharem um ritmo mais acelerado.Cativei mais uma pessoa para o meu círculo de amizades.
Aliás, amizade é um sentimento que está em extinção no mundo atual. Refiro-me a amizades verdadeiras. Aquela amizade que serve como alicerce para superar nossos obstáculos, para compartilhar alegrias, tristezas, superações.
Há muitas pessoas que mascaram esse sentimento.Há tanta falsidade no mundo,há tantas ideologias, tanto interesse.Há tanta competição, concorrência, umas pessoas querem ser melhores que as outras.Está escasso o sentimento verdadeiro, de afeto, carinho e confiança.Há tantas amizades descartáveis,flexíveis e  pouco resistentes.Há tantas trapaças, desgostos, desconsolos.Há tanta falta de diálogo, de preocupação.Há outra acepção para o termo amizade que vai ,praticamente, contra os preceitos da camaradagem,do apreço,do coleguismo.Claro, não é cabível generalizar a escassez de legitimas amizades, porque sempre há aquelas exceções. Ressalto aqui os meus amigos verdadeiros, que levarei para sempre aprisionados em minha memória e em meu coração.Não há tempo, nem distância que consiga denegrir um sentimento real.

Por instantes acreditei que o motorista havia esquecido de regular a temperatura do ar. Fazia um frio tremendo. Cruzei meus braços, e consumi-me pela timidez. O assunto agora era a temperatura ambiente.Não quis falar, mas comecei a imaginar quantos graus poderiam estar naquele local, Não importa.Importa que  estava muito frio.Por instantes escutei alguns “coff, coff”. Realmente estava frio.
Estávamos quase chegando no destino, quando dei-me conta de perguntar o nome daquele passageiro. Mas, pensando bem, pouco importa o nome de uma pessoa, de onde veio, a sua idade. O que importa é a simpatia,a persuasão, o respeito.
O ônibus parou,despedi-me daquele novo amigo.
Peguei a bolsa, minha bagagem.Fiz sinal para o táxi.
Respirei fundo e um ar de tranqüilidade invadiu-me.Estava tão bem comigo mesma.
E o amigo?Ficou na lembrança,com nome, idade,e origem desconhecidos.Mas, idealizado como um ser humano raro pela minha imaginação.